A Verdade sobre a Codere17/9/2009 Em 2005 , o JCB assinou acordo com a CODERE visando dois grandes objetivos:
O primeiro objetivo foi alcançado e o segundo encontra-se em análise na Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE, do Ministério da Fazenda. É importante frisar que a escolha da CODERE para ser parceira do JCB , entre outros interessados avaliados na época, decorreu do fato de esta empresa pertencer ao maior grupo operador de jogos da América Latina. A CODERE é concessionária do Hipódromo de Moroñas, Montevidéu – Uruguai , onde investiu cerca de US$ 50,000,000.00 e restabeleceu o turfe naquele país, atividade que havia desaparecido durante aproximadamente 7 anos, em virtude da falência do Jockey Clube Uruguayo. Com a assinatura do acordo com a CODERE, o JCB recebeu, na ocasião, US$ 3,000,000.00 como compensação pela sua entrada no mercado local de captação de apostas em corridas de cavalos. Todos sabemos da importância que tem para o desenvolvimento do turfe a “Bolsa de prêmios”. Assim, o JCB concedeu um aumento de 20% nos prêmios, com a certeza que estaria repassando aos criadores, proprietários e profissionais do turfe uma parcela importante do que estava recebendo com a assinatura do “Acordo”. Por outro lado, o JCB objetivava que esta medida influenciasse a qualidade das corridas e consequentemente o crescimento do MGA, garantindo assim, a perpetuidade deste aumento. Preocupada com os impactos da implantação do Simulcasting Internacional e com o aumento concedido na “Bolsa de prêmios” , a Diretoria do JCB negociou com a CODERE as “Garantias”. Foram estabelecidas regras para que a captação das apostas através do Simulcasting Internacional não viessem a prejudicar o MGA local , bem como viessem a garantir o pagamento do aumento de prêmios concedido. Recebemos no primeiro semestre de 2007, R$ 3.751.220,00 referentes ao ressarcimento do aumento de prêmios. A evolução dos negócios, ao longo dos anos de 2005 à 2007, começou a demonstrar para a CODERE que a manutenção do “Acordo” nos termos implantados acabaria por inviabilizar a parceria com o JCB e assim, a CODERE iniciou um processo de renegociação que culminou com sua carta de 25/04/2008, a qual previa:
O JCB , em carta de 05/05/2008, aceitou as condições oferecidas pela CODERE porque entendeu, naquela ocasião, que não havia outra alternativa. É preciso ressaltar que, como o evento previsto no item 3.2 acima não aconteceu até 31/03/2009, as “Garantias” foram canceladas , conforme previsto na correspondência de 05/05/2008. Assumimos a gestão do JCB com o desafio de restabelecer definitivamente o Simulcasting Internacional, o que foi conseguido através dos esforços do ex-Presidente Taunay, do Senador Francisco Dornelles, do Deputado Max Rosemann , do ex-Presidente Gudolle ( JCRGS ) e também, com a minha participação. Entretanto, ainda não obtivemos sucesso na liberação da licença das novas modalidades lotéricas. Considerando a importância da manutenção do aumento de prêmios concedido, que representa cerca de R$ 4.000.000,00/ano de desembolso, verificamos ser indispensável iniciar um processo de negociação para recebimento da dívida de R$ 6.449.529,24. O “Aditivo” assinado em 01/08/2009 prevê o recebimento de cerca de R$ 8.500.000,00, dos quais R$ 3.000.000,00 em 10 parcelas iguais – a 1a. já recebida em 31/08/2009 – e de US$ 3,000,000.00 em 3 parcelas iguais e condicionadas à obtenção da licença das novas modalidades lotéricas ( 1a. parcela ) , das licenças municipais ( 2aparcela ) e da inauguração da sala de jogos ( 3a parcela ) . Após a suspensão das “Garantias” em 05/05/2008, verificamos que o temor da “canibalização” das apostas nas corridas locais não ocorreu com a implantação do Simulcasting Internacional. Assim, foi possível aceitar as condições da CODERE e não romper a nossa parceria. Abaixo estão os gráficos que disponibilizamos à diretoria da ABCPCC, em reunião realizada no JCB , em 10/09/2009. Hoje, o Simulcasting Internacional rende ao JCB cerca de R$ 1.200.000,00/ano, receita imprescindível para garantirmos a continuidade da “Bolsa de prêmios” atual. Cabe aqui solicitar a especial atenção de todos para que constatem que o MGA das corridas locais do JCB não sofreu impacto com a implantação do Simulcasting Internacional , o mesmo não se observando com o que aconteceu e vem acontecendo com as apostas no JCSP, onde não foi implantado o Simulcasting Internacional. Qualquer credor sabe que um processo de renegociação de dívida pressupõe abrir mão de alguma coisa. Quando a Diretoria do JCB deu início aos entendimentos que resultaram na assinatura do “Aditivo” de 01/08/2009 sabia que não iria conseguir manter todos os termos do “Acordo” de 2005. Já que as “Garantias” estavam canceladas pela carta de 05/05/2008 e com a não ocorrência das duas condicionantes até 31/03/2009 , nos restava apenas a tentativa de receber os valores devidos até aquela data. Este objetivo foi atingido em condições bastante favoráveis para as circunstâncias. O que de fato abrimos mão neste acordo foi :
Quanto ao item CPD/totalizador é preciso que se diga que as avaliações técnicas realizadas nos últimos meses nos convenceram de que não havia nenhuma vantagem tecnológica ou econômica para mantermos a idéia inicial de substituir o software atualmente em uso pelos JCB/JCRGS/JCP/JCC, ou seja, cedendo neste aspecto não perderíamos em absolutamente nada. Relativamente ao “direito de preferência” abrimos mão da possibilidade de investirmos em atividades que fogem completamente aos nossos interesses, ou seja, abrimos mão de atividades que nada têm em comum com o turfe. A Diretoria do JCB está satisfeita com as trocas obtidas com o “Aditivo”. Consideramos importante a manutenção da parceria com a CODERE, por que nos permite : a) - no que se refere ao Simulcasting Internacional:
b) garantir a continuidade do trabalho de obtenção da licença das novas modalidades lotéricas que vem sendo financiado pela CODERE , sendo que já foram gastos cerca de R$ 1.500.000,00, e c) assegurar que teremos um operador de salas de jogos não turfísticos , caso venhamos a ter sucesso com a licença para novas modalidades lotéricas. Para finalizar, quero manifestar meu otimismo e entusiasmo no andamento das negociações que estamos desenvolvendo em Brasília. Atenciosamente, Luis Eduardo da Costa Carvalho |