Pharas, dos maiores sementais que serviram no Brasil | Jockey Club Brasileiro

Pharas, dos maiores sementais que serviram no Brasil

Desde que foi criado em 2010, o Torneio de Fundistas – Taça Quati,  patrocinado pelo Centro de Treinamento Vale do Itajara, formado por oito provas de 2.800m para cima, a quarta etapa é a Prova Especial Pharas, em 3.000m, sempre disputada em junho e que hoje é principal atração do Hipódromo da Gávea.

Pharas, um filho do extraordinário Pharis e Astronomie, por Astérus, irmão, entre outros de Arbar (Djebel), ganhador da Ascot Gold Cup e do Prix du Cadran, de Caracalla (Tourbillon), ganhador do Prix de l’Arc de Triomphe e do Grand Prix de Paris, de Marsyas (Trimdon), tricampeão do Prix du Cadran, e Estrémadur (Djebel), importado por João Chaves Barcellos tendo servido no Rio Grande do Sul, foi uma das muitas maravilhosas importações do grande José Paulino Nogueira, um dos nomes basilares de nossa história e dos poucos que podem ser chamados realmente de éleveur (criador) e jamais de um dono de haras.

Criação de Marcel Boussac, cujas cores, laranja e boné cinza , defendia nas pistas (e para quem venceu o Prix Berteux), veio aqui revelar-se um semental de absoluta e preciosa exceção, tanto no Haras Bela Esperança, de José Paulino Nogueira, seu importador, como depois no Haras São Luiz, de Hernani Azevedo Silva, e finalmente, no extinto Posto de Fomento do Jockey Club de São Paulo, para onde foi encaminhado.

Três nomes se destacam de sua produção direta, uma produção riquissima que daria para escrever várias matérias: Zenabre, Garboleto e Hansita.

Zenabre (foto 1), cuja mãe era Remington, por Seventh Wonder, criação do citado José Paulino Nogueira, talvez tenha sido para muitos o maior stayer brasileiro de todos os tempos. Em sua bela campanha, ele tem como ponto alto o bicampeonato nos três mil metros do GP Brasil, em 1965/1966, e seus segundos lugares, nos mesmos anos, nos 2.400m do GP São Paulo. De sua notável produção destaque absoluto para a fantástica Immensity (e Monyagua, por Ujier), campeã do Gran Premio Carlos Pellegrini (G1), foto 2, do Grande Prêmio Derby Paulista (G1) e do Grande Prêmio Diana (G1). A notar que ele era o avô materno da esplêndida Elamiur (Xaveco em sua filha Flyshell), criação de José Paulino Nogueira que, defendendo as cores de Atilio Irulegui, foi campeã do GP Cruzeiro do Sul, do GP Diana e do GP Jockey Club Brasileiro, então em três mil metros e o St. Leger Carioca.

Garboleto, cuja mãe era a notável Garbosa Bruleur, também de criação e propriedade de José Paulino Nogueira, foi o Derby winner paulista de sua geração,  além de ganhador do GP Consagração, o St. Leger paulista. Na reprodução, foi clássico, tendo produzido Play Boy (e Xasquita, por Nordic), criação de Antonio Luiz Ferraz, primeiro nos 2000 Guinéus paulistas, o GP Ipiranga.

E, finalmente, Hansita, irmã própria de Garboleto, mas de criação e propriedade do Haras São Quirino, de José Bonifácio Coutinho Nogueira, para quem venceu o Oaks carioca, GP Diana, então em 2.400m.

Mas, além disso, o nome deste emocionante Pharas, aparece como pai de Nermaus (e Fledermaus, por Violoncelle), primeiro no Grande Criterium carioca, GP Linneo de Paula Machado, e pai e dois derby-winners, Agente (e Starita, por John Araby), ganhador tanto do GP Derby Paulista quanto do GP Cruzeiro do Sul, em precioso doublé, e Denee (e Auriga, por Lennox), campeão do GP Cruzeiro do Sul (G1).

E não se pode deixar de citar, nesta modesta homenagem a este grande nome, que ele é avô materno do fantástico Clackson (filho de sua filha Quarana), campeão do GP São Paulo (G1), e  um dos três maiores reprodutores naci0nais que serviram aqui mesmo no Brasil (alguns o consideram o maior), ao lado do citado Zenabre e de Sabinus (Hyperio, que não podemos esquecer, a partir deste ano, tem uma PE no calendário carioca, brilhante vencedor do GP Outono de 1960, então os 2000 Guinéus cariocas, e Zabaglione, por Nearco).

Logo, dos três, dois têm o sangue de Pharas. Há  necessidade de se falar mais alguma coisa?

Da Gerência de Turfe

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